Do Dicionário de Citações
Dupla delícia.O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado.Mário Quintana
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Medo dos Livros/Poder dos Livros
Jornal da Usp faz cobertura do evento do IEA.
Para acessar a matéria:
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
quinta-feira, 27 de julho de 2017
A Biblioteca da Dieta do Japão e a Reconstrução Nacional
Kokuritsu Kokkai Toshokan
Tokio, Japão
Projeto: Mayekawa Associates, Architects
& Engineers
A Biblioteca Nacional da Dieta do Japão foi
fundada em 1948, um ano após a promulgação da carta constitucional, a qual zelava
pela soberania do povo através do fortalecimento da Dieta, ou seja, de seu
corpo palamentar. Pode-se mesmo dizer que a NDL – ou National Diet Library,
como ficou conhecida no ocidente – nasce dos escombros de uma terra e de um
povo devastados pela Guerra, donde sua importância simbólica para um país em
reconstrução.
Nos termos da lei, sua função primordial era a
de assistir aos membros do parlamento com uma boa coleção de livros e
documentação relativos ao sistema político e à legislação japonesa e, de modo
mais abrangente, de franquear seu acervo ao leitorado japonês. Nesse sentido,
ela adotaria o sistema das bibliotecas nacionais, a exemplo da Library of
Congress, dos Estados Unidos, resguardando, inclusive, o direito do depósito
legal.
O fundo inicial se formou a partir de duas
importantes e tradicionais instituições : a Biblioteca Imperial, de
1872 ; e as bibliotecas parlamentares, formadas pela Casa dos Pares, ou
seja, por membros da família imperial nomeados pelo soberano; e por membros da Casa dos
Representantes, os quais eram eleitos por sufrágio direto, de acordo com a
Constituição de 1889. Notemos que as duas initiativas datam da Era Meiji,
período iniciado em 1868, que conduziu a nação japonesa a uma série de medidas modernizadoras, baseadas em modelos ocidentais. As bibliotecas oficiais, nesse
sentido, traduziam o espírito patriótico e fortemente identitário da nação
japonesa.
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| Atrium do Edifício Anexo da NDL, Tóquio-Japão |
A Biblioteca Nacional da Dieta compõe, hoje,
uma verdadeira rede de bibliotecas. Além dos edifícios principal e anexo,
inaugurados em 1968 e 1993, uma nova construção foi planejada para servir como
depósito de reserva, em 2002, na cidade da ciência de Kansai. Mas o projeto mais
notável por sua originalidade foi, sem dúvida, o da Biblioteca Internacional de
Literatura Infantil, inaugurada em 2000 e concluída em 2002.
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Österreichische Nationalbibliothek (Hofbibliotek), 1730
Em Viena, uma jóia barroca
![]() |
| Projeto: Johan Fischer von Erlach (1656-1723) |
avstriae est imperare orbi vniverso, O destino da Áustria é de governar o mundo, Frederico III (1440-1493)
No limiar do
século XVIII, o império dos Habsburgos atinge o seu apogeu, após a vitória
contra os otomanos. Em 1711, Carlos VI (1685-1740) será coroado Imperador
Romano-Germânico, Arquiduque da Áustria e Rei da Hungria, Croácia e Boêmia. Mas
seus domínios vão muito além, pois atingem as terras da Sardenha, de Nápoles e
da Sicília.
A Hofbibliotheke destina-se, então, à
glória do grande Kaiser. Suas
dimensões monumentais (77 m de comprimento, 14,2 m de largura e 16,6 m de
altura) são apenas comparáveis a de uma catedral. O edifício se torna ainda
mais expressivo em meio ao casario suntuoso em estilo Barroco que conforma a
Josefplatz, embora nenhum supere a biblioteca em termos de extensão e luxo.
O pórtico de
entrada é encimado por esculturas equestres, tendo Minerva ao centro. Mais
abaixo, as inscrições latinas fazem jus ao sentido imperial que se atribui a
essa instituição:
carolvs avstrivs de
leopoldi avg f avg rom imp p p bello vbiqve confecto instavrandis fovendisqve
litteris avitam bibliothecam ingenti librorum copia avctam amplis extructis
aedibus pvblico commodo patere ivssit
m d ccxxvi
O mobiliário e as
alegorias que conformam a Prunksaal,
o salão da biblioteca, perfaz um capítulo singular na história do décor das instituições de leitura em
estilo Barroco e Rococó. A planta, no entanto, é bastante simples e racional.
Um longo corredor iluminado por janelas laterais, dos dois lados, distribui em
perspectiva as salas dos livros. Os dois extremos foram decorados por temáticas
diversas, que se opõem e se completam: a primeira foi denominada “Ala da
Guerra” e a última “Ala da Paz”. As duas alas são separadas por um salão oval
disposto no centro do edifício, dedicado à gloria de Carlos VI. O Kaiser se faz representar por uma grande
escultura de Hércules instalada bem no centro da sala, sob uma cúpula decorada
por pinturas trompe l’oeil, de Daniel
Gran (1694-1757). O artista da corte faz uso de alegorias para narrar a
história da edificação da biblioteca: em um céu populoso, vemos desfilar todas
as artes que se encontram sob a proteção do monarca.
O salão oval foi
reservado às coleções mais valiosas do Imperador, dentre as quais, a biblioteca
de Eugène da Savoia (1663-1736), este sobrinho do Cardeal Mazarino que
abandonou a corte de Luís XIV para servir à casa dos Habsburgos, onde realizou
uma brilhante carreira militar. Sua fortuna e prestígio o introduziram na arte
da bibliofilia, o que resultou em uma coleção de 18.000 volumes cuidadosamente
selecionados e encadernados.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
sexta-feira, 2 de junho de 2017
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